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09/03/2008 21:28
Quebrada de Jaspe - Venezuela
31/01/2008

No caminho de volta da viagem ao Monte Roraima paramos no meio da estrada pra conhecer outro belo local na Venezuela Quebrada de Jaspe.

Um local bastante visitado na Gran Sabana. Fica localizada a 273 km de Santa Elena de Uiarén e tem uma boa estrutura com: Wc´s, lojinhas de artesanato indígena, uma pequena trilha demarcada, sinalizada e uma bela cachoeira.
O nome Jaspe foi dado por ser o nome de uma pedra (semi-preciosa) da qual o local é formado. Jaspe composto de quartzo silício e de cor avermelhada.
Alguns degraus, alguns passos na trilha e chegamos.

Uma laje de 30 mts de cor avermelhada por onde a água desliza e uma pequena cascata de encher os olhos! A mistura das cores (verde, azul e vermelho) e o circular das águas forma uma paisagem única, harmônica!
Valhe a pena conferir e tomar um belo banho gelado!
enviada por Luize
17/02/2008 18:00
Monte Roraima
DIÁRIO DE VIAGEM
MONTE RORAIMA
26/01 A 31/01/2008
Eu acalentei essa viagem por 3 - 4 anos e no começo de 2008, finalmente saiu. Tomei conhecimento do Monte Roraima à partir de uma conversa com uns amigos no trabalho e com o tempo fui procurando mais informações e a cada informação minha fascinação pelo lugar aumentava.
O Monte Roraima pertence a três países: Brasil (RR), Venezuela e Guiana, sendo a maior parte da Venezuela e é por lá que vamos subir.
O Roraima possui 2723 m de altura e sua área é de 34.38 km 2, o mais alto por ali, já que existem outros próximos, como: Kukenán e o Roraiminha...
A origem do nome Roraima vem Ima grande e Roroi verde-azulada. A área é reconhecida também como Madre de todas las águas e fica dentro do Parque Nacional de Canaima e é necessária uma autorização do INPARQUES para a subida.
Durante os dias vou fazer mais alguns comentários sobre o local.
PRIMEIRO DIA (26/01):
De Paratepui de Roraima até o acampamento do Rio Tök/Tek
Eu decidi no dia anterior a viagem que levaria duas mochilas (a que eu carregaria, com água, equipamento de fotografia e poucas coisas) e a que daria para um carregador pessoal (com roupa, saco de dormir, medicação .... que estava bastante pesada).
Saímos do hotel Uiramutã as 5:15 da manhã em um microônibus fretado pela Roraima Adventures. O destino era Santa Elena de Uiairén.
O grupo que saiu de Boa Vista era composto era de 5 pessoas (Eu, Luís, de Fortaleza, Pedro e Gisele de Rondônia e Eduardo de São Paulo) e ainda mais uma funcionária da Roraima Adv. Fátima, o motorista do micro-ônibus e sua esposa.
Pegamos a BR 174 e com pouco tempo de estrada fizemos uma parada para tomar o café da manhã e depois retornamos a viagem. A estrada era boa, fizemos o percurso em mais ou menos 2 horas.
Passamos pela fronteira Brasil/Venezuela e descemos para apresentar o passaporte na Venezuela (pegamos uma fila pequena, mas demorada só havia um funcionário para este serviço na Venezuela).
Continuamos até Santa Elena de Uiarén, que está a 220 km de Boa Vista. Santa Elena é a primeira cidade venezuelana pós-fronteira. É uma cidade pequena que tem sua fonte de renda baseada no comércio, no garimpo e no turismo. Pra onde se vira tem agências de viagens (cachoeiras, gran sabana, monte roraima), estrangeiros e mochileiros.
Pasmem: combustível a gasolina custa aos venezuelanos R$0,07.
Para os brasileiros que querem abastecer seus carros na Venezuela, isso só é permitido em um posto que fica na fronteira e é cobrado pela gasolina R$ 0,70 o que já é bem inferior ao que pagamos aqui no Brasil.
Uma curiosidade: na Venezuela existe uma diferença no fuso horário de ½ hora para o fuso de Boa Vista. Não alterei o horário do meu relógio, então sempre precisava lembrar que estava com o horário de Fortaleza, ou seja, Brasília, sem o horário de verão, kkkkk.
Outra imagem que ficou evidente foi a presença Guarda Nacional nas áreas do território venezuelano em que passamos.
Chegando a Santa Elena, logo de cara, via-se muita gente nas ruas, trânsito agitado, ruas estreitas, e muitos venezuelanos nas ruas se oferecendo para fazer o câmbio. Fátima chamou uma pessoa com quem sempre fazia a troca (conseguia sempre um bom valor). Troquei R$ 220,00, o que me retornou 58.000,00 bolivares. Feito o câmbio fomos direto para a agência, pertencente a um alemão simpático com jeito de brasileiro, para nos juntar aos demais integrantes do grupo: um casal de suíços (Patrizia e Thomas), um francês (Aurelien), um alemão (Bernhard) e dois americanos (Kevin e Tom).
Conhecemos o nosso guia Riley e eu conheci meu carregador Martin. A equipe que nos guiaria ao Monte Roraima era da Guiana. Simpáticos, alegres. Língua: isso é um detalhe a língua indígena e inglês. Foi perguntado se todos entendiam inglês e daí pra frente essa virou a língua falada por eles nas explicações, briefing, .... e no final sempre vinha a pergunta - Entendido?! Hehehe
Seguimos, em dois 4x4, para Paratepui de Roraima (uma aldeia indígena pemon, com aproximadamente 250 habitantes), situada há 25 km do Roraima. Este é o ponto de partida para a subida.
A primeira parte do caminho se deu em uma estrada asfaltada em ótimo estado de conservação (como costumamos dizer - um tapete), são mais ou menos 70 km até San Francisco de Yuruani. A paisagem: verde, campos, montanhas e buritis. O segundo trecho (42 km) era de piçarra (ou como os demais brasileiros conheciam cascalho). Havia trechos com fendas nas laterais da pista mas nada que fizesse medo. A paisagem: Gran Sabana, campos verdes e ilhas de mata. De encher os olhos!!!
Nosso caminho foi embalado por músicas antigas e românticas, acho que nosso motorista estava apaixonado....
Chegando a Paratepui, hora de descarregar o carro, colocar as mochilas nas costas e começar a andar, isso já devia ser 13:00 hs.
A caminhada do primeiro dia se alternou entre subidas e descidas intermináveis e constantes (aproximadamente 12 km) na Gran Sabana. E um sol escaldante (céu de brigadeiro). A temperatura na savana chega até 30º C durante o dia.
Logo no primeiro dia ficou claro que cada um tem um ritmo diferente e cada um andará conforme seu ritmo.
Refl. - Distância ....
Mal começou a caminhada e já senti a formação de bolhas nos meus pés sola e laterais.
Muita água. Tenho que aprender a beber pouca água.
Cada trecho andado, aguçava a ansiedade de conhecer o Roraima. Tentar imaginar todas as lendas e histórias que havia lido.
Passos admirando toda aquela grandiosidade do Roraima, do Kukenán e do Roraiminha sempre a nossa frente.
Paratepui fica há mais ou menos 1200 m de altitude e o acampamento do Rio Tök ou Tek fica abaixo de 1000 m, ou seja, invés de começar a subir, nosso primeiro dia foi mais de descida que subida.
Durante a caminhada, a grandiosidade do Roraima e do Kukenán e um arco-íris entre os dois. Não podia deixar de registrar - foto - essa foi uma das várias imagens que tivemos o prazer de ver durante a viagem.
Chegamos ao acampamento do Rio Tök primeiro acampamento. Amplo, com 3 construções (casas de adobe e palha) que servem de apoio (cozinha e refeitório), próximo ao rio e com uma bela vista.
Fui logo tomar banho e como cheguei antes que meu carregador tive que ficar esperando por ele com a roupa molhada. Nada é tão ruim q não possa piorar (veja os próximos dias, kkkkk).
O corpo começou a ficar pintado pelas picadas dos mosquitos, especificamente: braços, pernas e costas. O número de mosquitos me surpreendeu, bem menor do que eu imaginava. Ponto positivo.
Outro destaque positivo foi o banheiro (n. 2) que ao invés do que eu tinha lido na NET, havia uma barraca específica pra isso. Isso foi muito bom.
Destaque mais surpreendente ainda foi a comida, que era gostosa, temperada e exageradamente em grande quantidade. Pra quem ficava imaginando como eu comeria lá com todas as minhas chatices, tirei de letra.
Vale registrar que toda a equipe (guias e carregadores) se mostrou, desde o início, muito atenciosa e prestativa. Eles, os índios, não paravam de trabalhar, sempre sorrindo e sempre brincando uns com os outros. Jeito leve!
O grupo da viagem também foi ótimo e o entrosamento se deu rápido.
A noite foi linda. As estrelas são mais intensas e brilhantes....o silêncio, a paz. Perfeito.
Vimos várias estrelas cadentes .... pedidos ... sempre o mesmo... quem advinha qual foi?!. :P
Não fez muito frio nessa noite.
SEGUNDO DIA (27/01):
Do acampamento do Rio Tök até o acamapamento base
Acordei cedo...acordar com aquela vista é algo raro melhor aproveitar. Logo depois desci pra pegar água no rio. Coloquei o purificador na água, só que exagerei na dose, invés de colocar 2 gotas coloquei 10 gotas para cada litro de água o resultado disso vi durante o dia.
Café da manhã - pão de milho frito (muito bom, esqueci de pegar a receita com o Riley no último dia), queijo, geléia, café, suco ..... só que tudo em grande quantidade (pelo menos pra mim, não comia nem a metade).
As bolhas dos pés, incrivelmente, estavam melhores e não incomodavam ao andar.
Para os homens - futebol no Tek!!
Começamos a caminhar, aproximadamente 10 km, na Gran Sabana novamente com sol intenso. Bebi muita água. Travessia de dois rios: o tök e o kukenán.
No rio kukenán, aproveitamos um pouco a água e fizemos uma pequena parada para banho - água fria, mas gostosa. A travessia dos rios é realizada com o auxílio de cordas pois a correnteza é forte (no segundo rio) e dependendo da época são imprescindíveis pelo volume de água dos rios.
Retornamos a andar, quanto mais água eu bebia, mas me sentia seca, fraca, enjoada....não sei, talvez pela quantidade errada do purificador.
Na caminhada passamos por uma igreja de pedra, no meio do nada, mas harmonicamente colocada na savana.
Paramos no acampamento militar para um lanche. Sentia-me mal, cansada, muito enjoada e só tinha vontade de beber muito líquido.
Mais caminhada.
O caminho era de savana aberta, verde constante, com áreas (ilhas) de vegetação alta, que devia ser área mais úmida. Tons de verde se contrastavam com o azul do céu, com a cor de terra da trilha e com os trechos de pedras pequenas e soltas.
Passamos por dois rios e por alguns riachos também, local onde alguns do grupo pegaram água. Em um desses, a travessia era feita por um tronco. Olha o equilíbrio!!!! :P
Cheguei ao acampamento base exausta.
O rio próximo ao acampamento não era tão próximo quanto o do acampamento anterior. Nem tão agradável, mais gelado, bem mais gelado.
Voltando ao acampamento, eu olhava o paredão....pensava que tinha que subi-lo no dia seguinte .... sinceramente, naquela situação, não me achava capaz. Momento de fragilidade alta.
Falei com um dos índios (Sérgio) e ele me disse que era tranqüilo, que conseguiria, e pediu que eu falasse com o guia sobre as minhas dúvidas.
Não consegui comer nada nesse dia. Luís me disse pra tomar um remédio pro estômago. Ter a presença de um médico nessas horas é bom né?! Kkkkkk
Por sinal, ele foi eficientíssimo, um espetáculo ( :P ). Medicou tb o Tom, que estava mal, nos primeiros dias da viagem.
Conversei com o Luís e o Pedro, que me deram uns conselhos pra subida do próximo dia. Não dormi bem, a noite foi de muito frio e ansiedade.
Dia duro!
A rotina diária: arcóxia ou prexige e uma pomada para os pés.
Nesse dia tomamos soro tb.
Interessante observar a movimentação das nuvens ao redor dos tepuis. Essa mudança ocorre por causa da proximidade com o equador, gerando uma forte radiação solar, que esquenta o solo pedregoso do tepui, desencadeando correntes ascendentes que sugam o ar úmido da floresta abaixo.
TERCEIRO DIA (28/01):
Do acampamento base até o topo
Estava com fome, tb não comi nada na noite anterior. Tomei o café-da-manhã, peguei água e fui me arrumar.
Saímos do acampamento por volta das 09:30. Estava com muito medo de não conseguir. Luís foi subindo comigo até o Paso de Las Lágrimas. A presença dele me ajudou muito. Subimos devagar, com paradas e fui levando bem.
O percurso até ali, primeiro trecho e la rampa, era cansativo mas factível. Subida, inclinação alta, pedras, com alguns locais de apoio nas próprias pedras e nas árvores. Subir, descansar, subir, descansar....sempre assim. Pernas e braços são utilizados em quase todo o tempo.
Choveu de leve, mas como a mochila que eu estava não tinha capa, tive que colocar a capa de chuva tipo poncho. Não é muito legal, porque ela atrapalha a visão na hora de colocar os pés nas pedras. Vá na chuva que é melhor. :P
O trecho mais complicado foi o Paso de Las Lágrimas, bem inclinado, pedras escorregadias e a certeza que uma queda dali seria bem grave. Como eu estava só no começo desse trecho procurei um caminho que achava mais fácil pra me segurar nas pedras, mas o caminho correto era do outro lado. Tive que voltar. Benkley, um carregador indígena da equipe, chegou, alívio ter ele ali. Nas pedras muito altas tinha uma dificuldade, pois não tinha força suficiente para dar o impulso voltando pra casa - reforço muscular.
Fomos recebidos no topo com chuva, sensação térmica bem fria, vento.
A grandiosidade do topo, com suas formações milenares sugere a sensação de estar pisando em algo fora do comum. Em relatos que li, falavam da aparência lunar. O imaginário ganha asas no topo.
Pode se perder facilmente lá em cima se não conhecer bem as trilhas. Luís me mostrou que algumas são marcadas pra facilitar o trabalho dos guias.
Chegamos, arrumamos as coisas dentro da barraca. De repente alguns raios de sol entrando na barraca ....mas o frio e a névoa permaneciam... como o clima é inconstante aqui em cima.
Me cansei menos nesse dia, o trajeto era difícil mas me senti bem melhor. Meus joelhos não incomodaram - mais uma boa surpresa pra mim. Será que é um adeus a condromalácea!?
A paisagem aqui tem os tons de cinza das formações rochosas e encantadoramente aparecem outras cores: plantas, bromélias, orquídeas que brotam do solo pobre e das rochas.
Ficamos no Hotel Guácharo. Ele tem esse nome por ficar próximo a Cueva de Los Guácharos que é uma fenda no paredão onde existe uma colônia de aves chamada Guácharo. Ele se parece com o pardal, só que tem um colar amarelo. Estava sempre presente no acampamento.
O pessoal foi lá no paredão, mas como já estava no final da tarde e eu estava com muito frio, achei melhor ficar no acampamento. Deveria ter ido.
Tomamos soro novamente.
Fez bastante frio.
Admiração e vontade!
Refl. Certeza ....
QUARTO DIA (29/01):
Dia no topo
Acordei, tempo fechado, uma névoa recobria todo o topo.
Sentia uma dorzinha incômoda no rosto....acho que pela tensão do dia anterior. Resultado: ganhei uma massagem facial da Gisele que aliviou bastante. Chega de tensão.
Reconhecimento do topo: passamos por um local chamado Cristales...na minha imaginação esse lugar era bem maior do que o que vi, na verdade ali não era o Vale dos Cristais que eu tinha visto, pois este era do outro lado do topo.
O guia disse que já ocorreu muita depredação da área pelos visitantes durante anos, atualmente não é permitido levar os cristais. Segundo o guia passa-se por uma vistoria em Paratepui, mas nosso grupo não passou.
Nessa foto, a direita são os cristais e a esquerda são as jacuzzis.
Continuando a andar, chegamos a La Ventana e La Ventana de Kukenán, que são miradores onde se podia admirar o paredão e tudo lá embaixo.
Nesse local é mais fácil também pra se observar o movimento das nuvens fenômeno que falei lá na frente.
Muito bonito. Rocha, céu, abismo, fortaleza, insegurança. Não tive coragem de ir ao outro lado ... meus medos estavam aguçados lá em cima. Me arrependi depois!
Engraçado como a certeza e a intensidade do medo eram bem maiores ali em cima. Ver todas as suas dificuldades explícitas é assustador.
Ficamos um bom tempo nesse local. Pedro começou a brincar de se pendurar...olha o trabalho, kkkk. Fotos, jujubas, testes com as máquinas, conversas, deslumbramento.
Mais caminhada e chegamos as Jacuzzis....banho gelado mas providencial. Sabonete, shampoo, creme, sol. O fundo e as laterais são de pedra (cristal de quartzo) com algumas pontas afiadas - Aurelien se cortou.
Aproveitei pra lavar uma calça, já estava quase sem roupa limpa....ahhhh se todas as lavadeiras tivessem aquela paisagem!!!!
Quem já fez yoga??? Bom lugar pra praticar, :P
Por todos os lados formações rochosas que aguçavam a imaginação. Bromélias, orquídeas que desafiavam a rusticidade do local.
Sapinhos, frágeis e engraçados. Pequenos, pretos, com a barriga amarela e com a leveza de se locomover não pulando mas com largas passadas. Todos os sapos deveriam ser assim! Lindos!
O tempo começou a fechar e fomos pro acampamento. O guia nos chamou pra ir na Cueva de los Guácharos. Nós não fomos, pois o tempo estava bem fechado. Não demorou muito começou a chover, melhor mesmo ter ficado no acampamento, roupas de frio, chocolate quente e barraca.
Ficamos admirando as estrelas e depois fomos jogar Tu tipitas? Foi muito legal.
Mais ou menos meia noite ouvimos uns barulhos de panelas caindo, Luís disse que poderia ser algum animal procurando comida. Será que foi a raposa que o guia disse ter visto durante a nossa caminhada? Não sei...sei que escutei o barulho novamente de madrugada.
Hora de dormir!
QUINTO DIA (30/01):
Do topo até o acampamento do Rio Tök
Acordei com muito frio, chovendo. O sol tentou aparecer por duas vezes mas foi encoberto pelas nuvens.
Me lembrei do vídeo, quando a jornalista dizia sobre a sensação do tempo está parado lá em cima. Tudo tem outra dimensão realmente!
Comecei a prestar atenção no caminho da água. A chuva caía sobre uma pedra perto da barraca, escorria, fazia um filete de água que corria para uma abertura do outro lado.
Frio, boca e pele seca, lábios rachados, chuva, névoa.
Os guácharos que sempre nos visitavam estavam presentes pra um bom dia com muita beleza.
Refl. Distância, tristeza ...
É hora de começar a descer. Se tive dificuldade nos dias anteriores nada se comparou a descida do topo até o acampamento base.
A descida foi cruel pra mim, fiquei logo pra trás, ainda no topo.
Eu e meu problema de equilíbrio virei meu pé dentro do charque, que dor! Mais um ponto pra trabalhar quando voltar pra casa equilíbrio.
O Riley viu e voltou pra me ajudar, daí pra frente foi só sofrimento, dor, medo e ajuda. Não larguei mais do Riley até o acampamento base.
Esse foi meu anjo na descida até o acampamento base.
Fazia frio, chovia, tudo o que eu menos queria pra descer o Monte. As pedras que já escorregavam, com chuva então....
O começo foi mais de medo por causa dos paredões e das pedras soltas Paso de Las lágrimas (deu pra imaginar o motivo do nome né?). Depois começou La rampa, pensei que fosse ser mais tranqüilo, mas nesse caso a situação mudou, o medo deu lugar à dor (joelhos e pé esquerdo).
Desci grande parte do caminho sentada, sentia uma necessidade de me segurar em algo a mais que a mão do Riley.
Concentração, dor, força, vontade, fé, ajuda.
A partir do trecho dos degraus esculpidos parecia estar anestesiada, não sentia mais nada. Exaustão!
A gente se acostuma com a dificuldade que até sente falta dela....estranho caminhar em trechos planos.
Quando passamos pelo riacho perto do acampamento base, entrei na água (que há dois dias tinha achado a água insuportavelmente fria, naquela hora era um bálsamo) com tudo calça, bota, blusa....Alívio pro cansaço. Revigorada. Como as análises mudam!
Acampamento base - acho que fiquei parada ali uns 15 a 20 minutos e recomecei a andar, pois tínhamos que ir até o rio Tök.
O Pedro e a Gisele disseram pra eu ficar mais tempo descansando, mas achei melhor sair logo pra não chegar muito tarde no outro acampamento.
Agora o trecho era de savana, não choveu mais. Meus joelhos pararam de doer, permanecendo apenas a dor nos pés (virada, bolhas, inchaço). Bem mais fácil.
Sobe, desce, anda, anda. Atravessar o rio Kukenán. A correnteza estava mais forte que na ida, acho que por causa da chuva, mas a travessia foi tranqüila.
Dica do guia atravessar os rios sempre de meia pra não escorregar nas pedras.
Anda novamente. Rio tök. Paramos logo pra tomar banho, água fria, sem sol e os mosquitos já estavam aparecendo.
Chegando ao acampamento, recebemos logo uma lata de cerveja (genuinamente venezuelana). Roupas de frio pra me aquecer.
Conversa, vinho, estrelas, jantar, blusas.
Luís deu os medicamentos pro guia. Explicação. Bonito de ver.
Refl. Barraca. Certeza. Entendimento.
SEXTO E ÚLTIMO DIA (31/01):
Do acampamento do Rio Tök até Paratepui de Roraima
Acordei com os lábios machucados e inchados, pés com bolhas e inchados, rosto, braços e mãos bem queimados do sol, mas com uma vista de perder o fôlego um belo nascer do sol. Existem coisas na vida que valem a pena ser feitas e com certeza essa viagem foi uma delas.
O acampamento do Rio Tök é sem dúvida o mais agradável de todos.
Bonito ver o tempo passando e a transformação da paisagem, suas cores, sombras.
Sentidos aguçados.
Saímos do acampamento às 10, dia de sol intenso. Fiz quase o percurso todo sozinha.
Por causa dos pés, preferi ir de sandálias e meias.
Com o passar do dia fiquei toda inchada, pés, mãos e pernas.
Durante o percurso - mistura de sentimentos: felicidade por ter conseguido, tristeza por ir embora, dor física, fortaleza mental, agradecimento pelos 6 dias vividos, experiências novas, pessoas novas, encantamento .... desejos realizados e desejos encerrados.
Cheguei a Paratepui de Roraima, o Monte Roraima ficou lá pra trás última olhada.
Pra quem gostava de cerveja - lá tinha Polar, dessa vez, gelada. Preferi alguns copos de coca-cola bem gelada.
Todos nos 4x4 novamente, caminho longo, cansado, canções antigas, lindas, hino do soldado....
Na volta passamos em uma cachoeira JASPE, que colocarei em outro post.
Chegamos a Santa Elena de Uiarém. A aventura continua.... descemos na agência, nos despedimos e fomos andando até um ponto de táxi. Um táxi para transportar 5 pessoas e 6 mochilas, será q é fácil???? 5.000,00 bolívares por pessoa táxi é barato na Venezuela. Encontramos um que nos levou até a fronteira. Descemos e fomos dar baixa no passaporte, 1 hora na fila, fomos liberados do Rx e fomos andando (agora em 3) em direção ao lado brasileiro, mas acabamos pegando um táxi na frente do posto pra brasileiros. Fronteira- Boa Vista R$ 80,00.
Passamos por Pacaraima, trocamos de carro e fomos em direção a Boa Vista noite, cansaço, velocidade, o motorista tinha o pé pesado. Conversa vai, conversa vem, ele foi do exército brasileiro, conversa, conversa e a velocidade foi diminuindo.
Chegamos a Boa Vista.
Esse foi o grupo da viagem - Muito bom!!!!!
Resumo
Cheiro: puro
Luz / cores: cinza, branco, verde azul, todos os tons, intensos
Som: limpo, ausência em alguns momentos
Tempo: tem seu relógio próprio
Comida / fome: decididamente não se passa fome com esses indígenas da Guiana, eles cozinham bem
Exaustão: em vários momentos, o psicológico é muito importante
Dor: de diversas formas e fontes
Medos e dificuldades: são potencializados
Marcas da viagem: físicas importantes, mas passageiras; interiores ficarão pra sempre, conhecimento e aperfeiçoamento
Certeza: de que não se pode perder as oportunidades e que vale a pena fazer o que se gosta
É bom dizer que consegui.
Monte Roraima, menos insólito do que imaginei, mas imponente e lindo como esperava.
Valeu cada centímetro andado!
...Você aprende que realmente pode suportar...que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais.... Sheakespeare
enviada por Luize
01/05/2007 14:46
Encontros na Aratanha (Ce)
Olá pessoal,
Demorei pra postar algo né?! Mas cá estou eu ... desta vez vou escrever algumas informações interessantes sobre os animais que o nosso grupo encontrou na última trilha na Serra da Aratanha.
Fomos conhecer a cachoeira do Paraíso e no percurso encontramos várias espécies. Com certeza, essa foi a trilha mais rica em diversidade de animais q já fiz naquela região. Encontramos pássaros, lagartas,centopéias, cigarras, cobras, aranhas .... então vou escrever sobre três. Como não sou conhecedora de nenhuma delas recorri a internet para garimpar algumas informações interessantes.
Primeiro encontro: A CIGARRA
(http://www.minerva.uevora.pt/itic/1998_1999/quinta2/quinta.htm#a7,
http://www.abcdacuriosidade.hpg.ig.com.br/ciencia_e_educacao/8/index_int_10.html e
http://pt.wikipedia.org/wiki/Cigarra)
Patas, asas, antenas e corpo revestido de quitina....o que ela faz?!?! Canta, chia, chichia, cigarrea, estridula, estrila, freteni, rechia, retini, zangarrea, zini, zizia, zuni....ufa!
Quem já viu, ou melhor, quem já ouviu uma cigarra sabe do que estou falando. Agora uma coisa que eu não sabia....quem faz esse barulho todo? Pasmem...é o macho e não é um barulhinho qualquer ...seu som pode ser ouvido a mais de 400 m. Pra que tanta potência? Hummm...o macho utiliza pra atrair a cigarra fêmea.
E mais ... os machos destes insetos possuem aparelho estridulatório, situado nos lados do primeiro segmento abdominal, emitindo cada espécie um som característico.
A cigarra é um inseto homóptero da família dos cicadídeos. Possuem um "bico" comprido para se alimentar da seiva de árvores e plantas onde normalmente vivem.
Muitas espécies de cigarra têm períodos diferentes de amadurecimento de 4 a 17 anos dependendo da espécie, com ciclos vitais de duração variada, enquanto as larvas ficam sob a terra. Mas sete espécies do gênero Magicicada têm uma característica adicional: elas são sincronizadas, ou seja, saem do chão todas ao mesmo tempo, para cerca de duas semanas de canto ensurdecedor, acasalamento e postura de ovos. Já pensou?!
Segundo encontro: A TARÂNTULA
(http://pt.wikipedia.org/wiki/Tar%C3%A2ntula , http://www.curiosidadeanimal.com/ven_ins_aranha_caranguejeira.shtml e http://www.suaturma.com/secao/detalhe_materia.asp?IdArea=1&IdMateria=1704)
A Tarântula ou como é popularmente conhecida, Caranguejeira é uma aranha da família Theraphosidae que se caracteriza por ter patas longas e com duas garras na ponta e o corpo revestido de pelos. As tarântulas habitam as regiões temperadas a tropicais das América, Ásia, África e Oriente Médio. Enquanto estão crescendo elas têm uma fase de troca de pele chamada ecdise.
Seu aspecto não é muito agradável, causa medo ao primeiro contato, no entanto apesar do tamanho e aspecto sinistro, as tarântulas não são perigosas para a espécie humana, uma vez que não produzem toxinas nocivas ao Homem. O que elas podem causar é uma urticária por causa dos seus pelos das costas e abdomem, que irritam a pele do possível predador. Ahhhh, e sua picada é bastante dolorosa tb ... devido ao tamanho de suas quelíceras.
Pra quem gosta de experimentar pratos exóticos, lá vai a pedida: as tarântulas, são consideradas um prato fino na América do Sul, sul da África, Austrália e são apreciadas tb em algumas tribos do Amazonas. Não sei não...mas acho que não teria coragem de comer não... mas esta é a aranha mais consumida no mundo. E a parte mais cobiçada é o abdômen, pois é lá que fica a maior parte da carne - na cabeça estão as vísceras e no restante do corpo não há muito mais o que comer....hummm...acho q não quero experimentar não, hehehe.
Terceiro encontro: A JIBÓIA
(http://pt.wikipedia.org/wiki/Jib%C3%B3ia-constritora, http://edsonsnake.vilabol.uol.com.br/album_cobra/curiosidades.htm, http://www.zoologico.sp.gov.br/repteis/jiboia.htm e http://www.parquedoisirmaos.pe.gov.br/animais/jiboia.htm)
Esse encontro merece um destaque maior, pois foi o meu primeiro contato com uma cobra...que foi encontrada nas águas da cachoeira por algumas pessoas que já estavam na água, e qd o animal foi visto...imaginem a cena....
Mas o nosso amigo Michel, a capturou e deu algumas informações importantes...importantíssimas ... NÃO É VENENOSA PESSOAL!!! kkkkk
Aí, ficou tudo mais fácil...até segurar nela ... o que me possibilitou uma estranha sensação ... é um animal interessante, textura diferente, se mexe de forma peculiar, pesada, incorpada, sinuosa .... valeu a experiência.
A jibóia-constritora (Boa constrictor) é uma serpente que, apesar de raramente ultrapassar os 3 metros de comprimento, pode chegar até aos 5 metros. No entanto, o título de maior cobra pertence a: do mundo, à Píton Reticulada e do Brasil, à Sucuri Verde.
A jibóia tem uma cor parda, com manchas arredondadas e escuras no dorso e nos flancos. É, basicamente, um animal com hábitos noturnos, ainda que também tenha atividade diurna.
Detecta as vítimas pela percepção do movimento e do calor e surpreende-nas em silêncio, pois ela consegue localizar uma bela refeição até mesmo em uma escuridão total. Ela tem buraquinhos na boca que "sentem" o calor do corpo do animal.
A sua boca é muito dilatável e apresenta dentes nas mandíbulas. Primeiro, traga a cabeça da sua vítima. A digestão é demorada, podendo durar algumas semanas, durante as quais fica parada, num estado de torpor. Como gasta pouca energia, consegue passar muito tempo sem comer. Nada agradável isso né, gente?!
Como não é um animal peçonhento, mata suas presas, por constrição e geralmente estes são roedores. Na região norte do Brasil, muitas vezes, é utilizada no controle dos ratos que invadem as casas em busca de alimento e moradia.
Existem algumas superstições sobre as jibóias no Brasil...em alguns locais, a sua cabeça é cortada e utilizada como colar para "fechar o corpo", ou seja, proteger contra feitiçaria e outros males.
Inté o próximo encontro pessoal!!!
enviada por Luize
18/01/2007 17:33
Trilha Aratanha (Ce)
Bom...já subi a Serra da Aratanha algumas vezes por trilhas diferentes. Então, vou colocar algumas fotos q tenho da região. Vale a pena subir a serra! (Informações: pessoais, de amigos trilheiros e coletadas no site http://www.pacatuba.ce.gov.br/cidade/texto.asp?var=86&c=n .)

A Serra da Aratanha é bem próxima a Fortaleza, aproximadamente 30 km e esse nome provém de um camarão da água doce, que era abundante na região
É uma Área de Preservação Ambiental Estadual e foi criada pelo decreto nº 24.954 em 05 de junho de 1998 e abrange três municípios: Maranguape, Pacatuba e Guaiúba, sendo cortada por dois rios, o Pacatuba e Guaiúba. Abrange uma área total de 6.448,29 ha e sua altitude é de aproximadamente de 653, 7 metros.
A vegetação da região apresenta árvores cobertas muitas vezes com liquens, orquídeas, samambaias e bromeliáceas. A fauna é constituída por uma grande variedade de roedores, pássaros, mamíferos, serpentes e insetos, dos quais conseguimos ( eu e amigos) clicar algumas espécies da fauna e flora da região.... Um sapo tímido...uma aranha atrevida em ponto de ataque...flores...enfim fauna e flora.

Na região existem vários atrativos naturais: Estação Ecoturística Parque das Andréas, Trilha do Boaçu, Mirante, Pedra Preta, Lago do Boaçu, Gruta do Pimpim, Trilha do CETREF, Cachoeira do Paraíso. Bom, já fui em alguns desses locais e vou tentar descrever e colocar fotos de onde passei.

Estação Ecoturística Parque das Andréas
A Estação Ecoturística Parque das Andréas, com uma área de 42.687,30m², é um patrimônio ecológico que preserva um dos ecossistemas mais belos da Região Metropolitana de Fortaleza. Formada por um conjunto de cascatas e piscinas naturais, cujas fontes se situam no cume da Serra da Aratanha.
É um espaço interessante, apesar de no dia q passei não está muito bem cuidado, mas as informações q tenho é q o local é bem organizado.
Lago do Boaçu
O Lago do Boaçu é uma das nascentes do Rio Coco, localizado dentro de uma propriedade privada. Tem configuração rochosa em suas margens, contornada por uma vegetação de porte e outras composições agregadas ao conjunto rochoso como orquídeas, bromélias e palmeiras silvestres.
Acredito ser o lago mais visitado da região. Possui uma parte bem profunda e não preciso dizer né....a água é gelada.
Geralmente é cobrada uma pequena taxa pelo dono da propriedade para utilização do local.
Lago do Sítio Sta. Maria
Dentro de uma propriedade particular tb.
Meu encamento com este local é maior porque este se mostra mais isolado, o que pra quem gosta de mato, de ouvir os sons da natureza.... é perfeito.
Ahhh, interessante tb...sentada nas pedras q ficam a margem do lago, os visitantes são recepcionados por pequenos peixinhos, q qd se colocam os pés na água vem em bando...sensação bem engraçada.
Pedra do Perigo
O por que do nome?! Olha aí...precisa explicação?
Vale ou não a pena andar mais um pouquinho pra ter esta vista?

Gruta do Pimpim
A Gruta do Pimpim situa-se aproximadamente a 2,5 Km do CETREF, Centro de Treinamento da Arquidiocese de Fortaleza, com características, do ponto de vista geomorfológico e geológico, resultantes da dissolução lenta dos calcários por ação da água da chuva, cujo escoamento se dá fundamentalmente por infiltração.
Sua entrada trata-se de uma cavidade em forma de U invertido, permitindo a passagem de apenas uma pessoa de cada vez. Ei-la....

Essa é a vista do mirante do CETREF.

Depois coloco mais fotos da serra.
bjs
enviada por Luize
01/01/2007 20:30
Terceira etapa do Dunas Trekking
Terceira etapa do Dunas Trekking - Corrida de orientação noturna Porto das Dunas

Nunca tinha feito nenhum esporte noturno com certeza as provas noturnas são bem melhores.
Nessa etapa teve de tudo: primeiro era pra ser na lua cheia, mas cadê a lua? Sumiu ....
Pra completar choveu....fez até num friozinho...bom q a gente corre mais rápido pra esquentar.
Obstáculos da prova:
- cerca de arame farpado - várias de diversas alturas;
- posto de controle dentro do rio, caminho....estreito e fechado pelas vegetação....depois, uma parte mais funda (água mais ou menos na cintura);
- acabou a lanterna, ai ai ai, essa minha equipe....como só eu tinha levado lanterna, minha pilha acabou no meio da prova....mas como sempre existe uma boa alma pra ajudar não ficamos no escuro;
- orientação achar o PC 21...demorou mas achamos, numa cratera....descida foi difícil...Descemos e continuamos.
No mais, cansaço físico muito menor que as outras etapas e orientação bem mais exigida. Saldo positivo pra etapa.
Essa foi a melhor etapa até agora.
enviada por Luize
01/01/2007 20:11
Rapel na ponte - 12/11/2005

Dessa vez o rapel foi marcado na Ponte da Barra do Ceará Ceará.
Acho que estou um pouco receosa, já que faz um certo tempo q fiz o curso de rapel....mas vamos lá né? Quem tá na chuva é pra se molhar.
Nesse dia eu e meu fiel amigo de aventuras, Almino, e mais algumas que não conhecia até o momento. Começamos com o rapel da ponte, mais ou menos 15 metros de altura....Que tal?!
E depois q o medo passou...

Me preparando pra descer de tirolesa. E aí, será q convenço o Luiz a não me soltar?

Convenci não! Na verdade ele me convenceu .... a mão amiga, q queda triste, kkkkk.
Mas a sensação de cair na água foi muito boa.
Mais uma vez, só tenho a agradecer ao profissionalismo dessa equipe de instrutores/seguranças de corda que nos apóiam para que possamos fazer essas loucuras.
Inté o próximo.
enviada por Luize
01/01/2007 20:03
Trilha - Itaimbezinho RS
Finalmente fechou o grupo, o tempo colaborou e foi confirmada a trilha no canion. Itaimbezinho, no Parque Nacional Aparados da Serra, RS.
Saímos da cidade de Gramado às 7 horas da manhã (grupo de 8 pessoas). Cruzamos as cidades de Canela e São Francisco em direção a Cambará do Sul. A paisagem que nos acompanhou durante toda a viagem era lindíssima, pastagens, araucárias e cochilas...e assim foi até a cidade de Cambará do Sul.
Essa é uma área de preservação de Araucárias e tem áreas de reflorestamento de Pinos tb, então imagine a paisagem né?
Os pinos são plantados enfileirados, mas a distância entre eles é muito pequena e segundo o nosso guia, o material que cai das árvores produz uma camada de resina, que abafa o solo, prejudicando desta forma o ecossistema da região.
Ainda se pode ver pelo caminho, as delimitações das antigas fazendas, com Taipa, uma espécie de alvenaria de pedra, na qual as pedras eram apenas encaixadas, sem adição de argamassa. Elas têm uma base de 1,20m e vão afunilando e chegam a ter uma altura de 1 a 1,20 m. Construções antigas.....ói meu lado engenheira aparecendo....
Bem que quis ir ver de perto mas o guia me informou que nesses encaixes é comum encontrar ninhos de cobras, então.....não cheguei nem perto! Gosto de aventura mas nem tanto.
Chegamos então na cidade de Cambará do Sul, com 7000 habitantes, 50% no campo e 50% na cidade. A cidade é considerada a maior produtora de mel de flor silvestre. Seu clima varia de 36ْ no verão até -6ْ no inverno. As construções são quase todas de madeira. Sua colonização é: 40% alemã, 40% italiana e 20% portuguesa e de outras regiões.
Esse percurso q fizemos na viagem era parte da rota dos tropeiros, mas isso é uma outra viagem q depois eu conto.
Após a passagem pela cidade seguimos em uma estrada de terra até a entrada do Parque.
Nota-se que dentro do Parque ainda existem residências particulares, o que segundo o guia, se deve a falta do pagamento das desapropriações.
Na sede do parque consegue-se ter diversas informações sobre os canions da região, espécies existentes, exposição de fotos, maquete do local,.......

Então vamos lá....pés nas trilhas!
Quando começamos a trilha o frio já estava bem menor, durante a caminhada, pode-se verificar várias espécies da região, dentre elas a araucária, que é protegida na região, a flor símbolo do RS - brinco de princesa, erva mateira......Da fauna, só vimos os pássaros, uma pena!
Depois de pouco tempo de caminhada já me deparei com a beleza do local, cachoeira, canions, rios....paz, encantamento....Deus.
O que fazer então....sentar e admirar!

O parque tem duas trilhas, fiz as duas, são trilhas bem leves, não exige condicionamento físico, mas fiquei sabendo da possibilidade de explorar o canion por baixo, pela trilha do Rio do Boi. É uma trilha mais pesada e a entrada é por Santa Catarina.
Próxima vez que for ao sul do país, irei com certeza nessa trilha, no raffting e no Canion Fortaleza.
É isso aí pessoal, uma imagem fala mais q palavras.

enviada por Luize
01/01/2007 19:51
Exploração das praias no Ceará Parte III 13/08/2005
Lá vamos nós novamente!
Saímos de Fortaleza às 8hs pela Rota do Sol Nascente em direção a Praia - Águas Belas.
Nossa primeira parada foi no Ponto das Tapiocas para tomar o café da manhã, claro!!! Quem não gosta de tapioca?!
Seguindo a viagem, fomos então pela CE040, a pista estava boa e bem sinalizada.
A segunda parada foi no Complexo Artesanal de Aquiraz, onde fomos ver o artesanato da região.
Continuamos nossa viagem pela CE040 até Cascavel. A pista de Cascavel até Barra Nova é estreita, sem sinalização e seu estado de conservação não é muito bom, mas com certeza vale a pena enfrentá-la para conhecer Barra Nova.
Chegando em Barra Nova fomos até o encontro do Rio Choró com o mar, bela visão....barcos de pescadores, vegetação, mar, rio, tranqüilidade,....muito bonito.

Quando voltamos a Cascavel, conhecemos o prédio da Biblioteca Pública da cidade....uma pena! Uma construção antiga mas que não está sendo preservada. Olá, autoridades façam alguma coisa pelo patrimônio das cidades!!!!

Pegamos a estrada novamente, em direção a Águas Belas, essa está bem mais conservada e sinalizada q a outra. Chegando lá, ficamos em uma pousada próxima ao encontro do rio Mal Cozinhado com o mar.

Procuramos por um passeio de buggy, mas este só existia com saída na Caponga. Fomos então tentar um passeio de barco mas já havia saído....estávamos sem sorte!
Já que não tem passeio, só nos resta ir comer e apreciar a vista.
No início da tarde a maré ia secando e os bancos de areia começaram a aparecer. Consegui clicar um pescador jogando a rede....oh vida boa!

enviada por Luize
01/01/2007 19:41
Exploração das praias no Ceará - Parte II 07/08/2005.
Olá pessoal, segue nossa exploração pelas praias do Ceará....decidimos seguir pela BR 222, Rota do Sol Poente, dessa vez somente eu e Hegli.
Saímos de Fortaleza mais ou menos as 8:30 da manhã e pegamos a estrada e mal começamos a viagem (CE 085) já fizemos nossa primeira parada não programada.
Paramos para socorrer um ciclista que foi jogado pra fora da estrada por um carro. Como o ciclista se encontrava bem, apesar de alguns cortes nos braços, então seguimos viagem até a cidade de Paracuru, mais ou menos 100 km de Fortaleza.

Segundo dados da Prefeitura de Paracuru, o município tem o mais rico e variado ecossistema da Costa do Sol Poente, com 17 km de litoral, que vai desde os pesqueiros da foz do rio São Gonçalo, passando por dunas, falésias, enseadas de mar calmo e arrecifes com piscinas naturais, até os manguezais da foz do rio Curu. O município mantem ainda áreas protegidas por lei q servem de local de reprodução da fauna local.
Suas origens remontam à Segunda metade do Século XVI , foi elevada à categoria de vila em 1868 como Alto alegre do Parazinho, e emancipada em 1951 como município. Seu nome em tupi significa Lagarto do Mar. Área do município: 296,60 Km2. População: 30.000 habitantes. Economia: Agro-indústria e Pecuária, com destaque para a criação de búfalos e o plantio de flores para exportação.
Demos uma volta pela cidade e pela praia, e decidimos não ficar muito tempo lá e recomeçar nossa viagem. Pedimos algumas informações aos pescadores de como chegar a praia de Mundaú (queríamos ir pela praia) mas acabamos desistindo e fomos pela CE085 e CE162.
Quando voltamos a estrada, tivemos nossa segunda parada não programada....um carro q vinha no sentido oposto invadiu a nossa pista. A princípio pensamos que teria sido por causa do fogo alto na lateral esquerda da pista, mas depois avistamos um homem com uma espingarda na pista....fazendo o que, nós não paramos pra perguntar.......
Chegamos a Mundaú, 175 km de Fortaleza, uma vila de pescadores, simples, praia deserta, dunas, rio.....muito bonita. O caminho que levava ao local do encontro do rio com o mar me lembrou a estrada Cabo Frio Arraial do Cabo (RJ), aquela areia fina na pista, vegetação, mar azul....deu uma saudade!
A praia de Mundaú fica há 20 kms. de cidade Trairi, o acesso é por estrada asfaltada em boas condições (pelo caminho que egamos) mas também é possível chegar pela praia (o que deve ser bem melhor na próxima iremos por lá).

Barra do Rio Mundaú...lugar muito bonito, tranqüilo. Para atravessar o rio só numa balsa, operada por nativos q cruzam seu veículo até a outra margem do rio. A partir dai você pode continuar sua viagem -pela praia- até Baleia (nós não fizemos esse trajeto).
No rio Mundaú há manguezais, existem passeios de barco pelo rio também.

Pegamos a estrada de volta para a parada em Fleixeiras, na qual decidimos passar o restante do dia.
Flexeiras fica localizada à 148 km de Fortaleza. Está localizada numa enseada, entre coqueirais e dunas brancas. Vista de cima, a praia lembra uma meia lua com o mar cercando a cidade.
A leste o mar é protegido por arrecifes que formam piscinas naturais - excelentes para prática do mergulho livre e da caça submarina. Na direção oeste, mar aberto, mais forte.
O cardápio dos restaurantes das pousadas é item a parte...come-se muito bem em Flexeiras, quem for lá vai ganhar alguns kilinhos com certeza, kkkk.
A estrutura da cidade é muito boa e verificamos várias possibilidades de passeios (de barco, buggy e ecológico com trilha e tirolesa).....

Pena ter q ir embora!
enviada por Luize
30/12/2006 15:50
Segundo dia do curso - 24/07/2005 - Rapel na Serra

No segundo dia do curso de rappel com os Aventureiros Verticais, marcamos o encontro para 7 horas na Base Aérea de Fortaleza e o local escolhido para a descida foi a Serra de Maranguape. Então, vamos a Serra....
A cidade de Maranguape está localizada a 26 Km de Fortaleza, fazendo parte ainda da Região Metropolitana de Fortaleza. Em 1869 Maranguape ganhou o status de Cidade, emancipando-se. O município tem 646,60 km2, o que corresponde a 0.46% do território cearense.
A chegada à Maranguape foi as 8:15, deixamos os carros em um sítio localizado na cidade e começamos a subida a pé por uma trilha. Ufa....tava fora de forma!
Alguns problemas logo no início....mas nada que uma fita de adesiva não resolvesse, kkkkk. Chegamos ao ponto de descida às 10 horas e os instrutores começaram a montar as ancoragens e após quase 2 horas iniciamos as descidas da cachoeira.
A cachoeira tinha 65 metros, mas infelizmente não estávamos em período de chuva, então não tinha água no local....uma pena, perdemos uma bela imagem.
A saída da cachoeira não era muito difícil, era composta de trechos não muito inclinados mas escorregadios. Consegui iniciar a minha descida depois dos meninos (Almino e Dourado).

Após o primeiro trecho, dei uma parada pra conseguir encarar o segundo trecho....q era bem pior.....quase vertical e com muito lodo. Tive alguns minutos de muito medo.... na verdade pânico....quase travei... mas desistir? Hummmm, nem pensar, recomecei a descida. A descida foi difícil, pq eu escorregava muito.
O segurança q estava na minha corda deixou a máquina digital cair e não foi registrada minha descida...que pena...ainda bem q ele soltou a máquina e não eu! hehehe - Valeu Luiz. Segurança sempre alerta!

Tivemos que subir novamente até o local das ancoragens...por uma trilha difícil e lógico, meus joelhos se manifestaram, mas todo o esforço foi recompensado. Pra quem não acreditava, consegui fazer rapel...e não é q gostei desse negócio de ficar pendurada!
enviada por Luize
30/12/2006 13:29
Curso de rapel - Primeiro dia - 23/07/2005
O encontro com os Aventureiros verticais foi marcado no CIOPAE, na Base Aérea de Fortaleza, às 7:30 da manhã do dia 23/07/2005, de onde saímos para a BR 116 para um edifício de 5 andares abandonado. O grupo formado era de 5 instrutores e 4 iniciantes no esporte.

As atividades iniciaram às 8:15 com a parte teórica do curso. Após as instruções foram iniciadas as descidas. Descida vertical simples, no poço do elevador.
Em seguida, as descidas sem freio ou com o freio nas mãos do segurança sensação de queda livre ... adrenalina vai a mil nessa descida.

Depois passamos para a descida invertida, isso mesmo, de cabeça pra baixo. A dificuldade maior nessa descida é se colocar na posição correta, no mais... é muito bom.
Por último descida invertida sem freio...sem explicação, só fazendo...
Para finalizar o dia, fizemos tirolesa do quinto pavimento. Quer saber como é voar, começa por aqui...
Sensação da queda, da falta do chão, do vento, da liberdade......
Dia 24 tem mais!
enviada por Luize
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